Divisões de Serviços Médico e Social do TJAM programam ações para a campanha “Setembro Amarelo”

 

As Divisões de Serviços Médico e Social do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), em parceria com a Associação Amazonense de Psiquiatria (AAP), abrirão no próximo mês, a campanha “Setembro Amarelo”, voltada à prevenção ao suicídio e valorização da vida. Pelos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 90% dos suicídios poderiam ser evitados. Em todo Brasil, órgãos e entidades públicas engajam-se em divulgar nesse mês as formas de prevenção.

No Tribunal de Justiça do Amazonas, os profissionais das duas divisões vão desenvolver atividades em que irão procurar sensibilizar os servidores para o tema e esclarecer dúvidas, entre os dias 11 e 15. Nos demais dias, serão divulgadas mensagens sobre o tema por meio da intranet, sistema interno da Corte Estadual.

O movimento Setembro Amarelo é mundial e ocorre no Brasil desde 2014, com duração de 30 dias, sendo o dia 10 de setembro, marcado como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. O movimento foi trazido ao Brasil pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). O suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo, conforme a OMS. Em reportagem, a Agência de Notícias do Senado Federal colocou que mais de 800 mil suicídios foram registrados em 2015 em todo o mundo, dos quais 75% em países de média e baixa renda. Em relação ao Brasil, nos últimos dez anos, a taxa de suicídio cresceu mais de 40% entre brasileiros de 15 a 29 anos, conforme a agência.

A psiquiatra da Divisão de Serviços Médicos do TJAM Nazaré Costa da Silva ressalta que o suicídio é uma questão de saúde pública em todos os países. “E é possível prevenir. No Brasil, o Setembro Amarelo tem como objetivo ajudar a sociedade a desmitificar a cultura e o tabu em torno do suicídio, falando sobre o assunto, esclarecendo, conscientizando e estimulando a prevenção para reverter esse cenário. Abordar adequadamente o indivíduo pode garantir que sua vida esteja salva no futuro”, explica a psiquiatra.

Segundo as estatística da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é oitavo país com a maior taxa de suicídio. Em 2012 foram registradas 11.821 mortes, sendo 9.198 homens e 2.623 mulheres. As taxas de suicídio vêm aumentando globalmente, principalmente entre os jovens.

Fatores de risco ao suicídio

As doenças mentais são a causa de 35,8% dos suicídios; 22,4% são causados pelo transtorno do humor como depressão e transtorno bipolar; 11,6% são causados pelos transtornos por uso de substâncias psicoativas como alcoolismo e outras drogas; e 10,6% são causados pelos transtornos de personalidade e esquizofrenia. Com percentual menores, a desesperança, desespero, desamparo e impulsividade, conforme a OMS.

Nos últimos anos aumentou o número de mortes por suicídio entre jovens, com um número elevado em idosos. Ainda segundo a OMS, as estatísticas mostram que são três vezes maiores os índices de suicídios em homens do que em mulheres. Inversamente, as tentativas de suicídio são três vezes maiores em mulheres.

Também são causas de suicídios as doenças clínicas (não psiquiátricas) como câncer, HIV, esclerose múltipla, doença de Parkinson, epilepsia, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC), pulmonar obstrutiva e lúpus eritematoso. Outros fatores decorrentes de maus tratos, abusos físicos e sexuais, divórcio, transtorno psiquiátrico familiar dentre outros, também podem estar na origem dos casos de suicídio.

O risco aumenta entre aqueles com história familiar de suicídio ou de tentativa.

Fatores preventivos

Um bom suporte familiar, autoestima elevada, laços sociais bem estabelecidos com família e amigos, religiosidade independente da crença religiosa, acesso a serviços e cuidados de saúde mental, podem evitar uma morte por suicídio.

 

Texto: Carlos de Souza

Edição: Acyane do Valle

Imagem: reprodução da Internet (Monash University Low FODMAP Diet – blogger)

Fonte: TJAM

 

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