Magistrados do TJAM debatem questões de gênero e políticas raciais em módulo nacional do Enfam

 

Os juízes recém-ingressos no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) debateram sobre “Questões de Gênero” e “Políticas Raciais”, na terça-feira (20), segundo dia de aula do Módulo Nacional do Curso de Formação Inicial, ministrado pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).

Sob a condução do formador da Enfam, juiz de Direito Rosivaldo Toscano, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), a disciplina “Políticas Raciais” foi ministrada incentivando o debate do tema através de discussões e de dinâmicas que utilizam a metodologia ativa.

“Abordamos durante a formação não só o racismo contra os afrodescendentes e os descendentes de índios. Tratamos também sobre a questão racial no Brasil, o papel do Poder Judiciário e o racismo em todas as modalidades, o individual, o institucional e o estrutural”, explicou o magistrado.

No período da tarde, foi a vez da juíza de Direito Reijiane Ferreira, do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) lecionar para a turma de 47 magistrados. A formadora da Enfam salientou a importância de aprofundar o debate sobre a questão de gênero para que os magistrados possam exercer a judicatura com mais segurança.

“A questão de gênero não está restrita à violência contra a mulher. Ela perpassa várias outras competências do juiz”, frisou a magistrada ao destacar que a Enfam tem tido esse cuidado de trazer temáticas atuais para os cursos de formação inicial visando ao aprofundamento teórico e prático dos magistrados.

As aulas acontecem até sexta-feira (23), na Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam). O magistrado Edson Rosas Júnior falou sobre as expectativas quanto ao curso de Formação Inicial. “Embora tenhamos razoável nível técnico, o conhecimento prévio da atividade diária do juiz é imprescindível à efetiva e satisfatória prestação jurisdicional. A nossa expectativa é grande quanto à metodologia do ensino adotado, de maneira que nos traga conhecimentos necessários para servir o jurisdicionado da melhor forma possível, sempre em atenção à Constituição Republicana e às leis vigentes do país”, afirmou o juiz.

 

Texto e foto: Elisângela Araújo

Fonte: TJAM

 

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