Arquivo do Tribunal de Justiça de cara nova


O Arquivo do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) está de cara nova. E isso se deve ao trabalho que vem sendo realizado pela Comissão Permanente de Avaliação Documental, criada pela resolução nº. 50, em 3 de agosto de 2008.

A equipe da comissão está realizando a análise microbiológica do acervo de processos do TJAM. O trabalho é necessário porque os processos arquivados e os processos históricos são vulneráveis aos ataques de microorganismos, por causa do seu principal constituinte, a celulose. Os fungos celulolíticos, entre outros gêneros, são capazes de degradar a rede estrutural de fibras o que torna o papel frágil e quebradiço, convertendo-o, com o tempo, numa massa escurecida e disforme.

A iniciativa surgiu após a assinatura de um termo de cooperação técnica com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), publicado no dia 23 de dezembro, no Diário Oficial da União.

Além desse trabalho, já é possível ver que os processos estão devidamente alocados em plásticos e separados por números. Além disso, os servidores que atuam no Arquivo utilizam luvas e máscaras respiratórias para evitar o contato com fungos, conforme explica a biomédica Lessandra Rufino, membro da comissão.

“Antes da comissão, muitos dos processos estavam em estado de degradação. Agora, com esse trabalho, podemos realizar a manutenção adequada dos processos para que não se deteriorem e, principalmente, garantir a saúde dos servidores que atuam no Arquivo”, explicou a biomédica.

Ainda de acordo com ela, se tal providencia não tivesse sido tomada, implicaria na continuação da proliferação microbiótica. “Isso pode ocorrer por seus servidores acometidos por varias patogenias, ou pela por biodeterioração dos processos acarretando prejuízos incalculáveis à vida e à historia”, acrescentou.

O trabalho vem agradando e o presidente do TJAM, desembargador João Simões, estendeu a atuação da comissão para todo o Poder Judiciário.

Fonte: TJ

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