Aumento do número de desembargadores vai depender de estudos


Assim que encerrou a sessão de ontem, o presidente do TJAM, desembargador João Simões, deixou a bancada e se dirigiu ao desembargador eleito, Jorge Lins, para parabenizá-lo. Ao apertar a mão do novo colega de Pleno, Simões disse que ele terá uma grande responsabilidade pela frente “porque ele foi eleito por unanimidade dos votantes”.


— Tenho certeza que o agora desembargador Jorge Lins irá somar os esforços junto com os demais membros da Corte para contribuirmos e elevar cada vez mais o nome do Tribunal de Justiça – disse o presidente, observando que o Judiciário precisa de juízes “dessa qualidade, que tenham competência, tenham uma história bonita de trabalho e de seriedade, como o desembargador Jorge Lins”.

Para João Simões, com a votação de Lins, ganha o Tribunal, a sociedade e os jurisdicionados, porque terão em sua pessoa um julgador sério e equilibrado, “que por certo não nos desapontará”. Quanto à data da posse, o presidente disse que, de acordo com o ritual, quem escolhe é o empossado. “Mas nós queremos que ele venha logo porque tem muito trabalho aguardando”, disse.

Perguntado sobre sua expectativa em relação ao potencial de trabalho de Lins, João Simões respondeu que espera que o Judiciário consiga julgar cada vez mais processos, tanto em número como em qualidade. Sobre a possibilidade de ampliar o número de desembargadores da Corte de Justiça, o presidente explicou que vai depender de duas situações: primeiro a elevação do número de processos, o que será feito através de um estudo. E segundo, avaliar se o TJAM terá recursos orçamentários para isso. “Então passamos por esses dois caminhos. Vamos fazer um estudo, uma análise, e se for necessário nós faremos essa proposta ao Tribunal Pleno”, garantiu o desembargador.

— Se os estudos comprovarem que será necessário aumentar o número de desembargadores, seria para quanto? – perguntou o repórter.

— Será de acordo com as necessidades e com as possibilidade do Tribunal para evitarmos que em um futuro próximo nós caiamos de novo em uma crise financeira. Nós temos que andar com calma fazendo os estudos, e só fazermos despesas quando tivermos os recursos necessários para pagar. É isso que deve presidir as ações do Tribunal, só gastar aquilo que nós temos – respondeu o presidente.

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