"Justiça e imprensa são irmãs siamesas”, diz diretor de jornal ao presidente do TJAM

“Sem emoção e sem demagogia. A Justiça e a imprensa são irmãs siamesas. Uma não vive sem a outra”. Foi com esta frase que o diretor-presidente do jornal Maskate, empresário Miguel Mourão, recebeu na sexta-feira o presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargador João Simões e a corregedora-geral de Justiça, desembargadora Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura, que fecharam um roteiro de visitas aos jornais de Manaus.

O presidente João Simões decidiu visitar os jornais da para agradecer pela cobertura que vem sendo dada às ações do Judiciário do Amazonas, seguindo a orientação do próprio Conselho Nacional de Justiça, que vem defendendo uma maior proximidade dos magistrados com a sociedade e os meios de comunicação. “Vai longe o tempo em que os magistrados se consideravam pertencentes a uma classe intocável. Hoje, nosso compromisso é aproximar o Judiciário cada vez mais da sociedade para realizar a nossa missão social”, disse Simões.

Os desembargadores chegaram ao Maskate, no bairro de São Jorge, Zona Oeste, às 10h40m, seguindo direto para o gabinete do presidente da empresa. Durante a conversa, o presidente do TJAM agradeceu à abertura que o jornal tem dado à sua administração, mas, observando que “as críticas também nos ajudam, pois nos indicam o que deve ser consertado”, disse Simões.

― Esse contato com a imprensa, mais precisamente com a direção dos veículos da mídia impressa, vai possibilitar que os jornalistas conheçam de perto como funciona a Justiça e o que estamos fazendo – comentou João Simões.

O presidente anunciou que seu segundo ano à frente do Tribunal será dedicado à melhoria da prestação jurisdicional, o que será feito através de concurso público para a contratação de 200 servidores que substituirão os temporários, mais 600 novos servidores de nível médio e 60 magistrados.

― Com isso, poderemos suprir as comarcas do interior com nossos próprios funcionários, além do que cada uma delas terá um juiz, com uma reserva de 20 juízes substitutos para cobrir desfalques ocasionados por férias de magistrados, problemas de doenças, de remoção ou até de morte – ressaltou o desembargador.

Ao avaliar seu primeiro ano à frente do TJAM, o desembargador-presidente disse que trabalhou para “arrumar a casa”, realizando cortes e reduzindo gastos que possibilitaram uma economia de R$ 3 milhões/mês. Agora, com o aumento do repasse do Governo do Estado, que elevará a verba do TJAM de R$ 240 milhões/ano para R$ 420 milhões em 2012, o presidente garante que um “novo tempo começa no Judiciário”, com investimentos em profissionais para melhorar a prestação jurisdicional. João Simões reconheceu e agradeceu ao apoio do governador Omar Aziz e aos membros do Poder Legislativo, citando o presidente da ALE, Ricardo Nicolau, “cuja liderança foi fundamental para resolver o problema econômico-financeiro do Tribunal”.

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