AMAZONAS ENERGIA VAI TENTAR
REVERTER PREJUÍZO NA JUSTIÇA

1Presidente do TJAM, desembargadora Graça Figueiredo, comanda reunião entre técnicos da Eletrobras e juízes dos Juizados Especiais

Mais de 40 mil ligações clandestinas, 100 mil inadimplentes e um prejuízo de R$ 400 milhões. É este quadro estarrecedor que a Eletrobras/Amazonas Energia está tentando reverter no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), por meio de uma em uma audiência pública nos juizados especiais.

Nesta sexta-feira (12), o TJAM deu mais um passo para marcar a audiência pública, em uma reunião institucional comandada pela desembargadora-presidente Graça Figueiredo, que reuniu em seu gabinete, os magistrados dos Juizado Especiais e os técnicos da empresa de energia. Também participaram do encontro a desembargadora Carla Reis, diretora dos Juizados Especiais, e o presidente da Eletrobras/ Amazonas Energia, Radyr Gomes de Oliveira.

A reunião começou ao meio-dia, com o advogado da empresa, Edney Costa, fazendo exposição sobre os prejuízos da Amazonas Energia, o quadro de inadimplência, ligações clandestinas e o número de processos que tramita na Justiça.

— Em 2008, a Eletrobras assumiu a empresa por meio da fusão da Manaus Energia com a CEAM, que deu origem à holding Eletrobras/Amazonas Energia. Com isso assumiu também um “câncer” que existe na empresa, que é a perda de energia por meio das ligações clandestinas – explicou Edney.

Atualmente, a Eletrobras/Amazonas Energia conta com mais de 8 mil processos no interior e capital. Somente nos Juizados Especiais são 1.342 processos, dos quais 836 são por irregularidade, e os 506 restantes por outras causas, totalizando o valor de R$ 20.712.750,97.

— Em 2010, a Anaeel colocou a Amazonas Energia em primeiro lugar no ranking das empresas que mais sofrem perda de energia, com um percentual de 46% – diz o advogado, observando que, em 2012.,esse número caiu para 38% em perdas.

Diante disso, a Eletrobras vem trabalhando desde 2011 no combate às perdas e, em este ano, pretende investir um total de R$ 150 milhões para combater o desvio de energia que ocorre até mesmo em em hotéis e condomínios de luxo, como comprovou recentemente a imprensa de Manaus. A proposta colocada pela Eletrobras é, na audiência de conciliação, realizar todos os esforços para se chegar ao maior número de negociação.

O juiz Marcelo Vieira, da 8ª Vara Cível, do Juizado Especial, advertiu que, se a empresa não for flexível na anistia de débitos e juros, de nada vai adiantar a negociação. “Temos que admitir que, se colocarmos nessa demanda de processos que vocês estão certos em todos, não haverá conciliação”, advertiu o magistrado.

Vieira salientou a importância da reunião. “Acho que a avalia maior foi a possibilidade da informação sobre o assunto fraude, debatido na reunião. Esse tipo de ocorrência precisa ser constatada de uma forma eficaz. Queremos fazer justiça para todos, mas que sejam apresentadas provas”.

TEXTO: Mario Adolfo | TJAM

FOTO: Raimundo Valentim | TJAM

 

Fonte: DIVISÃO DE IMPRENSA E DIVULGAÇÃO DO TJAM

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