Pleno revoga isenção de ITBI para servidores municipais

O Pleno do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) decidiu, por unanimidade, que a isenção do Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), concedida a servidores públicos da Prefeitura de Manaus na aquisição do primeiro imóvel, é inconstitucional.
 
Na Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2011.006297-0, o Ministério Público do Amazonas afirma que a alínea “b” do artigo 135, § 2º da Lei Orgânica do Município de Manaus ofende o Princípio da Isonomia, previsto no artigo 3º da Constituição Estadual.
Segundo o relator, a isenção tributária é um privilégio concedido a servidores municipais e não trata-se de ação afirmativa, como a Lei de Cotas da Universidade do Estado do Amazonas, julgada constitucional pelo TJAM.
“O servidor público do município de Manaus, de forma genérica, não se encontra em uma situação financeira, econômica ou social inferior relativamente aos demais trabalhadores do Estado do Amazonas, sendo injustificável tal benesse”, afirma o relator, em seu voto. Jorge Lins ressalta ainda que “ocorre, na verdade, uma discriminação, pois aqueles que não são servidores públicos do município de Manaus, ao adquirir um imóvel, efetuam o pagamento do imposto”, conforme trecho do voto.
A decisão vale a partir da publicação da inconstitucionalidade (ou seja, não tem efeito retroativo e as negociações já efetuadas não serão prejudicadas), para evitar a chamada instabilidade jurídica, devido à grande quantidade de isenções que já foram concedidas. 
Desembargadores aprovam recesso forense para servidores
O período de recesso forense natalino, de 20 de dezembro de 2012 a 06 de janeiro de 2013, será estendido aos servidores e serventuários do Judiciário estadual; antes o benefício era oferecido apenas aos magistrados e os servidores faziam revezamento nos setores. A resolução que regulamenta a concessão foi aprovada por unanimidade na sessão do Tribunal Pleno desta terça-feira (27).
O desembargador Aristóteles Lima Thury destacou que não é apenas para descanso dos magistrados e servidores, mas também para o racionamento de recursos, como água e luz, gerando economia aos cofres do Judiciário. 

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