Alerj aprova lei que pune estabelecimento que discriminar pessoas pela orientação sexual

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Estabelecimentos públicos e privados do Estado do RJ que discriminarem cidadãos em função de sua orientação sexual poderão sofrer punições, que vão de advertência até multa de R$ 60 mil e cassação da inscrição estadual. É o que determina o PL 2.054/13, do Executivo, que Alerj aprovou nesta quinta-feira, 25. O projeto segue agora para o governador Luiz Fernando Pezão, que tem 15 dias úteis para decidir pela sanção ou veto.

A proposta foi apresentada em 2013 e recebeu 117 emendas. Por determinação do presidente Jorge Picciani, o assunto foi rediscutido, e um projeto de substitutivo foi acordado. Pelo texto, serão punidos, por exemplo, estabelecimentos que impeçam o acesso, neguem ou dificultem o atendimento ou que incitem violência motivados pela orientação sexual.

Autor de uma lei sobre o tema declarada inconstitucional em 2012, o deputado Carlos Minc comemorou a aprovação. Segundo o deputado, a lei aprovada agora tem pontos melhores que a original, com mais destaque para o que se entende por discriminação.

A punição aos estabelecimentos será gradual, de acordo com a reincidência, começando com advertência, depois multa, suspensão da inscrição estadual por 60 dias e, por fim, cassação da inscrição. Além disso, o projeto aprovado prevê que o agente público que praticar os atos descritos, no exercício da função, passará por processo administrativo.

De acordo com a liberdade de crença estabelecida pela CF, foram excluidas da lei as instituições religiosas.

 

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