Inspeção busca aprimorar Justiça de Roraima

A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, disse ontem ao abrir a inspeção em Roraima, que os trabalhos no Estado vão auxiliar o Tribunal de Justiça na solução de eventuais problemas que sejam detectados, de forma a garantir o aprimoramento da prestação jurisdicional. “Estamos em Roraima para um trabalho de rotina, para examinar o funcionamento do tribunal e fazer uma avaliação. Oferecemos um braço amigo para juntos resolvermos os problemas que se apresentem”, destacou.

A ministra participou da cerimônia por meio de videoconferência, transmitida de Brasília para o Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR). Ao abrir os trabalhos, ela lembrou que a Corregedoria Nacional não é apenas um órgão que trata de questões disciplinares, mas que acima de tudo orienta os tribunais de forma a garantir uma administração mais efetiva no Judiciário brasileiro. Ela conclamou todas as autoridades e cidadãos de Roraima a participarem da inspeção, para que “ao final o Judiciário saia engrandecido”.

Durante a inspeção, uma equipe da Corregedoria Nacional prestará atendimento individual a todos aqueles que queiram apresentar reclamações ou sugestões sobre o funcionamento do Judiciário de Roraima. Os interessados devem comparecer à sede do TJRR até quinta-feira (31/5) das 10h às 17h, portando documento de identidade com foto e comprovante de residência.

Precatórios – Na cerimônia, a corregedora nacional explicou que o setor de precatórios será um dos pontos verificados pela equipe, conforme vem sendo feito nas inspeções de rotina realizadas em outros tribunais. “Estamos verificando uma série de problemas em relação ao pagamento de precatórios em alguns estados brasileiros. É um aspecto que tem desafiado a administração de vários tribunais. Temos consciência dessas dificuldades e estamos oferecendo apoio às cortes”, observou.

Ela acrescentou ainda que todo o trabalho da Corregedoria Nacional, inclusive na fiscalização dos aspectos disciplinares, é feito em prol do fortalecimento da magistratura brasileira e do engrandecimento da democracia. “É impossível termos um país organizado sem um Judiciário que seja respeitado pela população”, concluiu.

Mariana Braga
Agência CNJ de Notícias

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