“Salve a Velha Jaqueira” reúne mais de 200 participantes em café da manhã na antiga Faculdade de Direito da Ufam

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Movimento luta pela preservação do prédio centenário, localizado na Praça dos Remédios, no Centro de Manaus.  


Representantes da comunidade jurídica e do meio acadêmico reuniram-se no domingo (18) para mais uma atividade do movimento “Salve a Velha Jaqueira”, que luta pela restauração e reativação do centenário prédio que abrigou por décadas a Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a primeira do Estado, localizado na Praça dos Remédios, no Centro de Manaus. De acordo com os coordenadores, mais de 200 pessoas passaram pelo “2º Café da Manhã Sentimental da Jaqueira”, como foi batizado o evento, realizado na porta da antiga instituição de ensino. 

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Magistrados, juízes, advogados, promotores, acadêmicos de Direito, professores e representantes de outros segmentos querem sensibilizar as autoridades, ganhar o apoio da sociedade e de instituições parceiras que possam contribuir com o projeto de preservação do antigo prédio, desativado desde 2012 (hoje, a Faculdade de Direito da Ufam funciona no Campus Universitário, localizado no bairro do Aleixo, zona Centro-Sul).

A proposta é que ele seja restaurado e possa voltar a ser utilizado, funcionando como um museu, um centro cultural, uma biblioteca ou outro tipo de serviço público. “O importante é preservar e dar uma destinação ao espaço que seja boa para sociedade e esteja à altura do que ele representa para a história do Estado”, afirma o advogado e jornalista Júlio Antônio Lopes, um dos idealizadores e coordenadores do movimento.

No evento de domingo, o movimento já pode comemorar algumas boas notícias. Autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) realizou reparos emergenciais no telhado do prédio. “Havia um entrave inicial para a realização de qualquer obra, porque o Iphan só pode autorizar mediante formalização do projeto de restauração. Mas o instituto foi sensível e permitiu a realização dos reparos no telhado. Agradecemos o apoio da reitora da Ufam, Márcia Perales, que autorizou a realização do conserto, executado pela Prefeitura do Campus Universitário”, diz Júlio Antônio.

Outra medida anunciada e que tem o objetivo de fortalecer ainda mais o “Salve a Velha Jaqueira” é o lançamento de um livro memorialístico, previsto para dezembro deste ano. Assim como o movimento, a obra, que já tem até título – “A Velha Jaqueira – Amor e Memória” – tem um caráter colaboratativo e será produzida a várias mãos. “A obra multiautoral vai conter um breve histórico da Faculdade de Direito, a memória do movimento Salve a Velha Jaqueira, um iconografia da Jaqueira e do movimento e um último capítulo com uma coletânea artigos, crônicas e poesias cujo tema central será a faculdade”, explica Júlio Antônio.

Uma comissão formada por Júlio e os professores Félix Valois, Oldeney Valente, Lúcia Viana e Sálvia Haddad, será encarregada de tocar a edição da obra. “Os integrantes e simpatizantes do movimento estão convidados a participar do livro com textos e informações e também a contribuir para custear a publicação da obra”, explica o advogado.

Também foi anunciada a criação da Ordem do Mérito da Jaqueira que, na mesma ocasião do lançamento do livro, deverá ter os primeiros condecorados. “Pretendemos fazer uma sessão solene, que deverá acontecer no auditório da Escola Superior de Magistratura (Esmam)”, antecipa o coordenador do movimento.

O desembargador Ari Moutinho, diretor da Esmam e que participou do evento de domingo na Praça dos Remédios, destaca a importância do movimento, que pretende resguardar não apenas as características arquitetônicas do prédio que abrigou a primeira Faculdade de Direito do Amazonas, mas sobretudo a memória de um importante símbolo do ensino jurídico no País, e que contribuiu para a formação de gerações de profissionais, alguns deles com destacado papel na trajetória político-administrativa e jurídica do Estado. “Estamos unidos em torno desta bela a importante causa e temos certeza que este movimento irá crescer e dar bons frutos”, disse o desembargador Ari Moutinho, que é um dos egressos da instituição de ensino.

MEMÓRIA

Não se sabe ao certo a origem do nome “Jaqueira”, pelo qual o prédio da histórica faculdade passou a ser conhecido no meio acadêmico e jurídico. “Uns dizem que havia uma jaqueira no local onde funcionou, inicialmente, a Faculdade de Direito, e que depois passou a ser a escola estadual Nilo Peçanha, na avenida Joaquim Nabuco, no Centro da capital. Outra versão diz que teria existido uma jaqueira em frente ao prédio da faculdade, hoje desativado, na praça dos Remédios. O fato é que trata-se de uma denominação carinhosa”, explica Júlio Antônio.

 

Texto: Terezinha Torres | TJAM

Fotos: Igor Braga e Movimento Salve a Velha Jaqueira

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